sábado, 27 de junho de 2020

[comRESERVAS]

Ontem, Pedro Ferrão, conservador do Museu, apresenta a obra 'Le Déjeuner' de Manuel Jardim, pintor do primeiro modernismo português, realizada para o Salão de Paris, em 1911. A pintura retrata um momento de intimidade do artista, tendo sido muito apreciada pela crítica, naquela que foi uma fase decisiva na carreira de Manuel Jardim.

Boa visita!

27 junho | 16h00 | (Re)habitar

O MNMC é ponto de paragem no percurso urbano pelas casas dos poetas ao longo da Alta e da Baixa de Coimbra, que irá realizar-se no próximo sábado, 27 junho, com início às 16h00, e replicação no dia 11 de julho.
Deixar que 'as casas de fora nos olhem pelas janelas' é o mote para descobrir 'testemunhos de vida', reencontrar as palavras de poetas nas casas que habitaram e nos lugares de partilha que sentiram como segunda casa.
Percurso | Biblioteca Joanina – Pátio das Escolas – Faculdade de Letras – Museu Nacional de Machado de Castro – Sé Nova – Rua da Matemática – Rua das Flores – Couraça dos Apóstolos – Santa Cruz – Café A Brasileira – Sé Velha – Torre do Anto – Casa da Escrita
Mediante inscrição: bonifratesbilheteira@gmail.com ou 916 615 388
Atividade em parceria com a Bonifrates - Cooperativa de Produções Teatrais e Realizações Culturais
Participe!


Celebração dos 7 anos da classificação do Bem 'Universidade de Coimbra - Alta e Sofia' Património Mundial da Humanidade pela UNESCO

SETE são as maravilhas do mundo, as notas musicais, os dias da semana. Segundo a Bíblia, Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo, fazendo dele um dia santo. Sete simboliza a renovação, entre vários significados que lhe são atribuídos.
Foi este o número que pautou o final de tarde da segunda-feira passada, no MNMC, na celebração dos 7 anos da classificação do Bem 'Universidade de Coimbra - Alta e Sofia' como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, figurando o MNMC como membro desde 7.7.2019.
Comemorámos com a rúbrica #versoREverso da obra de arte, num encontro entre 7 peças da coleção do Museu e a declamação de 7 poemas, seguindo-se a atuação do coletivo de 7 mulheres ‘Segue-me à Capela’. 






DATA EXTRA 28 junho | 11h | 'O Contador'

'O Contador' é um espetáculo de narração ao ar livre protagonizado por Tiago Duarte, que 'viaja' pelos contos de Charles Perrault, Hans Christian Andersen, Irmãos Grimm até aos contos tradicionais portugueses.
Inscrição: 964 090 165 | Estação das Letras
O espetáculo cumpre as normas de proteção e segurança da Direção-Geral da Saúde e Direção-Geral do Património Cultural. 

Uso recomendado de máscara.


sexta-feira, 26 de junho de 2020

‘VErso e REverso da obra de arte’ | Berlinda | 21 de Junho de 2020

‘(…) Hum coche rico prompto com seis guarnições promptas e capazes de servir’ que pertenceu a D. Francisco Lemos é a proposta de hoje, na rúbrica #versoREverso da obra de arte. Do ponto de vista técnico, trata-se de uma berlinda (século XVIII | MNMC7350), nome derivado de Berlim, a cidade onde foi criada em 1660, e que inspirou João Miguel Fernandes Jorge no poema ‘Berlinda’, declamado por Cândida Ferreira.

‘Berlinda’

Vai passar o bispo-conde.
A um canto da carruagem o risco de obra cartas
projectos a reforma do ministro «Sê forte por
mim. Aconselha sobre o que faça.»
«É o reino assim tão estreito?»
O carroção por quebradas ruas
por atalho fora de portas
«Em qualquer aldeia rude
em terra ou sobre o mar mantém-te longe de moléstia
demagoga. Que tens com esse homem de ferro.»
O rodado da carruagem leva-o, cão sem dono envolto
no roxo pano «Escreve
demora-te nos tormentos que roem a luz incerta
da vida.»
Olhou pela estreita janela. A lama sujava o vidro.
Uma raposa aventura-se no
arvoredo dos frades de Santa Cruz. Veloz
o dourado olhar
esconde-se entre duas estreitas ervas.

João Miguel Fernandes Jorge

Boa visita!

Museomania

 MUSEOMANIA... a rúbrica que dedicamos, em cada sábado, aos mais novos e às famílias!
Para desenvolverem uma atividade em família propomos mais um puzzle com o 'Tríptico de Santa Clara' do século XV (MNMC2521-2524), que assenta na ideia de Cristo Redentor pela Eucaristia: no painel central – Santa Clara e o milagre da Custódia – Cristo ressuscitado, consubstanciado na hóstia, afugenta os infiéis. A predela regista o momento-chave deste programa eucarístico: a Ceia. Pertenceu ao Mosteiro de Santa Clara de Coimbra.


[comRESERVAS]

Dar a conhecer os 'invisíveis' do Museu é o mote da rúbrica das sextas-feiras [comRESERVAS].
HOJE, o conservador Pedro Ferrão leva-nos à reserva de ourivesaria do MNMC para nos apresentar a Cruz-Relicário do Santo Lenho, datada do século XVI (MNMC6090), proveniente do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Cruz latina com a escultura de vulto de Cristo crucificado, contém no interior do mostruário a relíquia do Santo Lento - pequenos fragmentos de madeira retirados da cruz em que Cristo foi crucificado - sendo a relíquia mais reverenciada pelo Cristianismo.
Conheça a história que esta peça evoca!

Atividades no MNMC

Participe nas atividades que preparámos para si de acordo com o plano de desconfinamento e as normas de proteção e segurança da DGS e DGPC.
 
Inscreva-se!


No dia 19 de Junho de 1731...

O escultor e patrono do MNMC, Joaquim Machado de Castro, nasceu em Coimbra há 289 anos (1731-1822). O seu nome foi atribuído a este Museu pelo primeiro diretor, António Augusto Gonçalves, em homenagem ao maior vulto da escultura nacional. Nomeado escultor régio a partir de 1782, durante os reinados de D. José I, D. Maria e D. João VI, Machado de Castro nunca deixou de lutar pela dignificação da escultura e do seu ofício. Foi o primeiro escultor português a teorizar sobre essa arte, traçando as coordenadas essenciais de uma metodologia que se reflete na sua vasta obra.
Nesse dia partilhámos o trabalho de um grupo de crianças que, inspirando-se na figura de Machado de Castro, realizaram uma escultura em papier mâché durante um atelier no MNMC. 






Mais um motivo para nos visitar!


‘VErso e REverso da obra de arte’ | Custódia do Sacramento | 14 de Junho de 2020

Na rúbrica #versoREverso da obra de arte, apresentamos a Custódia do Sacramento (MNMC6584), da coleção de Ourivesaria do MNMC. Uma peça do século XVIII, de grande efeito cenográfico devido ao contraste entre a madeira policroma do anjo, o resplendor de prata e o brilho das pedras do hostiário, que inspirou Isabel Pires no poema 'O Triunfo do Barroco', declamado por Paula Sobral.
'O Triunfo do Barroco'

O meu olhar é bravo e diagonal, mede
o abismo que se exala deste monstro.
Nem sequer entendo o que me afasta
desta prata triunfante em catarata barroca,
globo brutal com seu caleidoscópio de pedrinhas.
Tudo me perturba: sou estrangeira
numa terra estranha onde tropeço. Nem sei
entender esta beleza. A desmesura
é completa, dirige-se a um deus que não conheço.
E arregalo os olhos, para que caiba também
o anjo atlante. Vejo as multidões a meio da tarde,
no rio pardo e obediente de cada profissão
que ele domina. O anjo hercúleo
vai suportando a orbe, como um Atlas cortesão
e bem vestido. Saberia dirigir-se a um rei,
e eu não sei. Com que convicção ele ergue os braços!
Tudo anuncia a glória, a declamação, a absoluta
certeza, o toque do clarim. Tempo de velhos
escravos, de brasis, de áfricas pretas,
de gigas e minuetes, de fabricada harmonia
dos servos e dos senhores. O anjo do Sacramento
resguarda a ordem do mundo nos seus braços retesados
e expulsa-me para a terra de onde vim:
estou a vinte metros, de olhos escancarados,
a habitar um tempo sem certezas.

Isabel Pires

Boa visita!

Museomania

Sábados são dias de MUSEOMANIA…
Nesta rúbrica semanal dedicada aos mais novos e famílias, propomos mais um puzzle, com diferentes níveis de dificuldade, para desenvolverem uma atividade em família.
Sugerimos que explores um fragmento de tecido do século XVI (MNMC6459), pertencente à coleção de têxteis do MNMC, muito colorido!
Este fragmento de seda, bordado a fio de seda matizado e fio laminado de papel dourado, é provavelmente de origem chinesa. O bordado, de notável execução, representa variados exemplares exóticos da fauna e da flora orientais. Terá pertencido ao Mosteiro do Lorvão e foi posteriormente adaptado a frontal de altar ou pano de púlpito.


sexta-feira, 12 de junho de 2020

Rúbrica [comRESERVAS]

HOJE, Virgínia Gomes, conservadora do Museu, apresenta alguns desenhos de António Augusto Gonçalves, o primeiro diretor do MNMC (1913-1929). Autodidata, fundador da Escola Livre de Artes do Desenho, em 1878, António Augusto Gonçalves, conhecido pelo rigor e minúcia com que desenhava, pretendia que estes se constituíssem como documentos históricos de registo e salvaguarda do património.
 
Boa visita!


Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Trata-se de um feriado nacional que assinala a morte do poeta Luís Vaz de Camões, a 10 de junho de 1580. Celebra-se, assim, a língua, a cultura e as comunidades portuguesas espalhadas por todo o mundo.
Comemorámos esse dia com a gravura de madeira da autoria de Augusto Nunes Pereira (MNMC GCC220), impressa em papel, a tinta da china, com o tema comemorativo do IV Centenário da publicação de 'Os Lusíadas' (1572/1972). O tema central, colocado no canto inferior direito, apresenta um rótulo semi-oval, onde se insere o busto de Luís de Camões. Este é representado com o olho direito fechado, barba comprida, coroa de louros envolvendo a cabeça e gola de folhos enrolados, à maneira da sua época. A parte inferior do rótulo é interrompida por reserva mistilínea, onde foi desenhada uma ave (fénix?). Envolvendo o tema do homenageado está uma figura (a musa inspiradora do poeta), de traços estilizados em meio corpo com o livro aberto e uma capa esvoaçante decorada com motivos geometrizantes (retangulares e linhas ondeadas rodiais).


‘VErso e REverso da obra de arte’ | Cruz-Relicário

Na rúbrica #versoREverso da obra de arte, continuamos a folhear o capítulo da coleção de Ourivesaria do MNMC e apresentamos a Cruz-relicário do século XVII, associada a São Francisco Xavier (MNMC6210), que inspirou Isabel Pires no poema ‘O Caranguejo’, declamado por Luís Moura Ramos.

‘O Caranguejo’

O cheiro do sal.
O barulho das ondas.
A água que sabe a sangue antigo.
O mar que ondula entre os meus pés
neste azulão da maré-baixa
a fervilhar de bichos ensopados
(búzios, ametistas, algas e rubis),
foi-me trazido agora mesmo
pelas pinças arqueadas
deste caranguejo.
Não consigo evitar
uma estrela-do-mar
no sorriso.

Isabel Pires

Boa visita!


MUSEOMANIA...

A rúbrica que dedicamos, em cada sábado, aos mais novos e às famílias!
Não nos esquecemos do desenho para colorires e juntares à tua coleção do MNMC!
É a placa heráldica do século XVI (MNMC1400), que deixámos para montares o puzzle.
Diverte-te! 

Placa Heráldica do século XVI (MNMC1400)


Sábados é dia de MUSEOMANIA... a rúbrica que dedicamos, em cada sábado, aos mais novos e às famílias!
Para desenvolverem uma atividade em família propomos mais um puzzle, com a placa heráldica do século XVI (MNMC1400).
Produzida em Sevilha, esta placa em cerâmica – representando as armas do Bispo D. Jorge de Almeida e a sua divisa NEQUID NIMIS (Não de mais) – é um documento raro. Desconhece-se o uso e o local exato para que esta peça foi concebida; no entanto, pode-se afirmar que sempre pertenceu ao Paço Episcopal, pois fazia parte do seu espólio, diretamente transferido para o MNMC em 1912. A técnica de 'corda seca' usada no seu fabrico, de origem hispano-mourisca, consistia em desenhar o contorno dos motivos decorativos com a mistura de óleo de linhaça e manganês, o que evitava que as cores se misturassem.

Se quiser observar em pormenor e conhecer melhor esta peça, pode fazer o puzzle que preparámos especialmente para si

Placa Heráldica do século XVI (MNMC1400)



Rúbrica [comRESERVAS]

‘ESTA CASA HE DA CIDADE’ é a inscrição que pode ler-se na placa heráldica apresentada por Pedro Ferrão, conservador do MNMC, na rúbrica [comRESERVAS]. Integrando um conjunto de 12 placas heráldicas do século XV ao XVII, eram colocadas por cima das portas das casas que pertenciam ao município de Coimbra e fazem parte, atualmente, da coleção do MNMC.
 
Conheça em detalhe a história que esta placa evoca!

quarta-feira, 3 de junho de 2020

'Museus Centenários de Portugal' - vol. II

Já se encontra disponível nas lojas dos CTT, físicas e online, o volume II de 'Museus Centenários de Portugal'. Da autoria de Cristina Cordeiro e fotografia de Manuel Aguiar inclui visitas a 12 museus portugueses, entre eles o Museu Nacional de Machado de Castro, e a respetiva emissão de selos homónima..
Saiba mais em: CTT



 

‘A ESCOLHA… DO CONSERVADOR’ | Exposição 'Metamorphosis: Cenários em Azul e Branco' comissariada por Ana Alcoforado

Na rúbrica das quartas-feiras - ‘A ESCOLHA...' - destacamos visitas e obras das coleções do Museu, pela mão do conservador ou comissário, sob a sua perspetiva histórica e técnica.
HOJE, apresentamos a visita à exposição 'Metamorphosis: Cenários em Azul e Branco' comissariada por Ana Alcoforado, Diretora do MNMC, em que através do azulejo são criados cenários tipicamente barrocos, explorando temas da mitologia greco-romana, numa transposição para as 'Metamorfoses' de Ovídio. Esta exposição esteve patente no MNMC no âmbito do 9° Festival das Artes'17, numa parceria com a Fundação Inês de Castro.



INFORMAÇÃO | ALTERAÇÃO DE HORÁRIO

O Museu Nacional de Machado de Castro (MNMC) reabriu ao público no passado dia 18 de maio - Dia Internacional dos Museus, com novas regras que visam regular a presença e a circulação dos nossos visitantes, no quadro das normas estabelecidas pela Direção-Geral de Saúde, de combate à pandemia de COVID-19.
Essas regras foram previamente divulgadas, juntamente com o horário de abertura ao público que, entretanto, sofreu alteração.
Assim, a partir de 1 de junho informamos que o MNMC volta a funcionar com o seguinte horário:
- terça-feira | 14h00 ás 18h00

- quarta-feira a domingo | 10h00 às 18h00
- encerra à segunda-feira
Agradecemos a melhor compreensão relativamente às medidas adotadas que, apesar dos constrangimentos que impõem, são importantes para a segurança de todos os que nos visitam.

Esperamos por si!



Museus, Palácios e Monumentos Nacionais distinguidos com o selo ‘Clean & Safe’

O Turismo de Portugal criou o selo ‘Clean & Safe’ para distinguir as organizações do setor do Turismo que cumpram as recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS) no combate à propagação da COVID-19. Esta medida pretende reforçar a confiança no destino Portugal, com o envolvimento dos profissionais do setor e apelando à responsabilidade de todos.
Distinguido com este selo de garantia, o Museu Nacional de Machado de Castro implementou novas medidas de salvaguarda das condições de segurança dos visitantes e colaboradores, nomeadamente ao nível da higienização e desinfeção sistemática dos espaços do Museu seguindo as recomendações da DGS. Este é mais um motivo para se sentir em segurança durante a sua visita.
 
Esperamos por si!



Portugal: Arte e Património

Descubra a 'bela e centenária herança da Arte Portuguesa'



segunda-feira, 1 de junho de 2020

Dia Mundial da Criança no MNMC

'A Burra Bonita' continua a visitar o Museu neste Dia Mundial da Criança.
Depois de ter passado a manhã nas galerias de escultura decidiu, esta tarde, explorar a coleção de ourivesaria do MNMC, onde encontrou a Cruz-relicário associada à vida de São Francisco Xavier (séc. XVII | MNMC6210).
Conhece esta história contada pela 'Burra Bonita', numa dramatização de Maria José Costa.
 
Feliz Dia da Criança!

HOJE comemora-se o Dia Mundial da Criança

A data visa recordar os seus direitos, tal como ficaram definidos em documento adotado unanimemente pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1989. A convenção, o mais amplo tratado internacional alguma vez ratificado, assenta em quatro princípios fundamentais: a não discriminação; a garantia do seu melhor interesse; o direito à vida, à sobrevivência e ao desenvolvimento; e o respeito pelas suas opiniões.
O MNMC assinala esta data com a visita da 'Burra Bonita' pelo espaço museológico, numa dramatização de Maria José Costa.
Fiquem atentos... À tarde temos novidades!
 
Divirtam-se e tenham um Feliz Dia!


‘VErso e REverso da obra de arte’ | Relicário dos Mártires de Marrocos | 31 de Maio de 2020

Ontem folheamos mais uma página de #versoREverso da obra de arte, a nossa rúbrica de domingo, no capítulo da Ourivesaria com o relicário do século XVI (MNMC6089), que contém uma relíquia óssea de um dos Mártires de Marrocos e que inspirou Isabel Pires no poema ‘Fala do Relicário dos Mártires de Marrocos’, declamado por Luís Moura Ramos.

‘Fala do Relicário dos Mártires de Marrocos’
(Henrique Domingues e António Domingues)

Eu me confesso um assassino.
Eu aprisionei este osso sepulcral
que ouviu na morte não sei que exclamação.
Fizeram-me íntimo dos braços que com raiva
levantaram o sabre e o despenharam
no abismo – e assim fabricaram mártires
que pingam sangue morto. E vi desprezo.
Eu adivinhei as mãos ambas que agarraram
este pedaço sangrento da memória
e o apartaram da cova que era o seu destino.
Fui cúmplice de tudo: do medo e da coragem,
da viagem no mar Mediterrâneo, do talhe
em cabochão das várias pedras. Fui banhado a oiro
para que este osso ficasse prisioneiro.
O Lorvão é escuro e come os corações
constantemente. A nave do mosteiro ecoa,
e as sandálias apressadas das noviças
nunca mais chegavam para me ver.
Catarina d’Eça, a abadessa, fez um gesto
e olhou-me muito tempo com triunfo.
E eu, um assassino. Sou o guardião
de um braço de homem,
não posso estar inocente.
O cheiro adocicado deste osso
Está aqui sempre.

Isabel Pires

Boa visita!

MUSEOMANIA…

Conseguiste montar o puzzle que partilhámos? Certamente que sim! Agora, deixamos o desenho com o leão que já conheceste no puzzle, para colorires e juntares à tua coleção do MNMC.
 
Diverte-te!

MNMC  11776


Museomania

MUSEOMANIA é a rúbrica que dedicamos, em cada sábado, aos mais novos e às famílias!
Propomos mais um puzzle, com diferentes níveis de dificuldade, para desenvolverem uma atividade em família, com a figura de um leão retirada de um azulejo de figura avulsa da coleção de cerâmica do MNMC (1500-1525 | MNMC11776). Este azulejo foi provavelmente fabricado em Sevilha, numa altura em que coexistiram as técnicas de ‘corda seca’ e ‘aresta’ usadas para isolamento dos diversos esmaltes coloridos.
Se quiser observar em pormenor e conhecer melhor esta peça, pode fazer o puzzle que preparámos.

Divirtam-se!



[comRESERVAS]

Dar a conhecer os 'invisíveis' do Museu é o mote da rúbrica das sextas-feiras [comRESERVAS]. 
A conservadora Virgínia Gomes leva-nos à reserva de pintura do MNMC para nos apresentar três obras de Henrique Pousão, jovem e inovador artista que se destacou na pintura de paisagem. Duas destas obras são provenientes da Escola Livre das Artes do Desenho e foram trazidas para o Museu, em 1916, pelo primeiro diretor, António Augusto Gonçalves e a terceira doada por um colecionador particular, em 1944.
 
Convidamo-lo(a) a conhecer em pormenor a obra de Henrique Pousão!