
A exposição,
organizada no âmbito das comemorações dos 150 anos do nascimento de Camilo
Pessanha, apresenta um dos núcleos mais significativos da coleção doada pelo poeta
ao estado português, designadamente ao MNMC. Formado por obras de pintura e
caligrafia, num total de 224 exemplares produzidos por 36 artistas, este núcleo
representa 61% das peças de toda a sua coleção. A primazia da pintura e da
caligrafia nesta coleção revela um conhecimento dos clássicos chineses que só
singulares eruditos, como Camilo Pessanha, tiveram o privilégio de apreciar.
Denuncia igualmente o gosto pela escrita ideográfica dos carateres chineses e o
profundo conhecimento da língua e das técnicas de pintura e caligrafia. Composta
por obras de vários centros produtores do sul da China, a coleção - rolos de mão
(shoujuan), rolos de pendurar (zhou) e álbuns (ce) – abrange peças produzidas entre
as dinastias Yuan (1260-1386), Ming (1386-1644) e Qing (1644-1911). Apresenta exemplares
originais e obras que copiam e recriam modelos de antigos mestres pintores e
calígrafos e que possuem a transcrição de comentários (colofons) e poemas de
pensadores e poetas clássicos chineses.
A exposição
estará patente até 28 de janeiro de 2018.